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Alemanha

Do 1º Império à Ascensão da Prússia

O Império Alemão foi criado em 911 e perdurou até 1806. O século 16 foi marcado pela Reforma Protestante de Lutero. No século 17, a Prússia destacou-se entre os estados territoriais, tornando-se uma potência militar.

Otto 1º e sua esposa Edith

A extinção da dinastia dos carolíngios, no início do século 10º, representou a desintegração do império franco, que tivera seu apogeu no reinado de Carlos Magno, morto em 814 d.C. Dentre as nações originadas por essa dissolução, a Alemanha não tinha solo tão fértil quanto a França ou a Itália e era mais atrasada culturalmente, sobretudo em suas regiões orientais.

Os grandes ducados em que se dividiam os territórios alemães passaram a concentrar o poder, até que o duque dos francos Conrado foi eleito rei em 911, data que marca a fundação do Império Alemão. Conrado 1º é considerado o primeiro rei alemão. A denominação do império sofreu várias alterações ao longo dos séculos:

· Império Romano, a partir do século 11

· Sacro Império Romano, a partir do século 13

· Sacro Império Romano de Nação Germânica, a partir do século 15.

Tratava-se de uma monarquia eletiva, em que o rei era escolhido pela alta nobreza. Na Idade Média, não havia capital do reino ou império: o governo era itinerante. Não se arrecadavam impostos: o rei custeava a sua manutenção com o produto do "patrimônio real", por ele administrado. O monarca só conseguia impor respeito aos poderosos duques das diversas etnias quando fazia acompanhar sua autoridade de força militar e de uma hábil política de alianças. Essa proeza só foi alcançada plenamente por Otto 1º (936–973), que chegou a ser coroado imperador alemão em Roma, no ano de 962.

A partir de então, os reis germânicos eram candidatos à dignidade de imperadores. Na sua concepção, o império era universal e outorgava ao soberano o domínio sobre todo o Ocidente. Mas essa idéia jamais chegou a ser realidade política plena. Por um lado, devido aos propósitos desagregadores dos príncipes, que se opunham à ação centralizadora da monarquia. Por outro, devido à influência da Igreja Católica, numa época em que o poder secular estava atrelado ao eclesiástico.

Em 1138, começou o século da dinastia dos Hohenstaufen. Frederico 1º Barba-Roxa (1152–1190) fez o império florescer. Lutou contra o papado, as cidades do norte da Itália e seus rivais na Alemanha. Em seu reinado, porém, iniciou-se uma excessiva divisão territorial, que acabou enfraquecendo o poder central. Esse processo continuou no reinado de seus sucessores.

Com a decadência da dinastia dos Hohenstaufen, o império universal do Ocidente chegou ao fim em 1268. As forças desagregadoras no seio do império não deixaram que a Alemanha se transformasse num Estado nacional – um processo que começava a se impor em outros países da Europa Ocidental. Esse foi um dos diversos fatores que fizeram com que a Alemanha se tornasse uma "nação tardia".

DW.DE

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